Questões de Direito Empresarial Público
31/03/2005
1)
Explicar a exceção do contrato não cumprido diante do princípio da continuidade
do serviço público. Elencar outras hipóteses nas quais a administração pública
pode lançar mão para fazer valer referido principio, quando o serviço publico
foi objeto de delegação.
Essa hipótese poderá ser levantada quando uma das partes que
figuram no contrato deixa de cumprir a parte que lhe cabe na obrigação.
Tal princípio, deve ser observado com cautela, pois, no caso
da Administração Pública deixando de cumprir a sua parte na obrigação, deve a
parte prejudicada dar continuidade nos serviços, pois os mesmos interessam a
coletividade.
Isso ocorre, pois diante do princípio da continuidade os
serviços públicos não podem parar, porém, a parte prejudicada pelo
inadimplemento deve se valer das vias legais, pois somente através desta ordem
judicial é que se deixa de prestar os serviços pela qual foi contratada.
O artigo 78, inciso XV da Lei 8.666/93 (Lei de Licitações),
deixa claro o prazo máximo que a contratada deverá aguardar antes de pleitear a
rescisão do contrato estabelecido junto a Administração Pública.
Não podemos esquecer, que há a possibilidade da Adm. Pública
assumir a obra, no caso de inadimplemento ou paralisação indevida, tendo em
vista a supremacia do interesse público.
Isso
ocorre, pois a coletividade não poderá ser prejudicada, devendo a Administração
Pública assumir com seu poder de império. Tal possibilidade também é conhecida
como encampação.
2)
O que se entende por serviço público, segundo a doutrina atual e quais os
elementos capazes de auxiliar na conceituação.
O
conceito de serviço publico sofre alterações de acordo com a evolução social,
ou seja, conjugando o binômio tempo e lugar podemos obter em determinada época
o conceito aqui debatido. São, resumidamente, os serviços a serem prestados
pelo Estado visando uma necessidade coletiva de determinada época.
Assim,
é a própria lei que estabelece quais são os serviços públicos. Entretanto,
temos alguns critérios capazes de nos auxiliar na conceituação, quais sejam:
critério material (são as atividades do Estado para atender a coletividade) ,
critério subjetivo (aspectos do próprio Estado e seus delegados) e critério
formal (aspectos de direito publico e de direito privado)
3)
Discorrer sobre a atuação do estado na economia tendo como base os chamados
direitos de 1ª, 2ª, 3ª e 4ª gerações.
4)
A atualidade econômica desenvolvida pelo estado está sujeita a um princípio
específico diante das limitações do art. 173 da Constituição Federal. Discorrer
sobre este princípio.
5)
Como pode ocorrer a chamada privatização ou desmonopolização das atividades
econômicas pelo estado.
6)
Qual a importância do CADE e de outras entidades e órgãos da administração
pública como forma de controle da iniciativa econômica.
CADE, bem como a Secretaria de Direito
Econômico, Banco Central, Comissão de
Valores Mobiliários, Procon, entre
outros órgãos atuam diretamente na
fiscalização e na repreensão de atos exercidos na atividade econômica numa
tentativa de coibir atos que são contrários a livre iniciativa, a livre
concorrência, a isonomia, abuso
econômico e a defesa do
consumidor.
A importância destes órgãos é manter o
equilíbrio econômico e financeiro internamente e externamente garantindo
os investimentos
estrangeiros e a crescimento do poder aquisitivo, e impedindo a evasão de capitais.
7)
Qual a diferença entre taxa, tarifa, bem como discorrer rapidamente sobre
impostos, contribuição de melhoria, contribuições sociais e empréstimos
compulsórios.